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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Esbarrando por ai

Eu sai apressada, vestindo o cardigã, administrando um celular, fones, mochila, pasta A3. 
Ainda do outro lado da rua, avistei meu ônibus vindo. Muito rápido passei o braço pela manga e depois pela alça da mochila, encaixo os fones, atravesso a rua, alguns toques na tela e música. Olho pra frente; meu Bus, olho pro lado; bicicleta a menos de 1 metrô e se aproximando.
Freios acionados. Derrapou, me contornou, bateu o pneu traseiro na minha pasta, caiu.
Voltei a respirar.
Ele olhou para trás, meus desenhos esparramados.
- Você está bem? - perguntei.
- Estou…e você? - ele começava a se levantar.
- Não…digo sim! - comecei a recolher meus desenhos. - Me desculpe eu não olhei antes de… o que foi? - perguntei pela cara que ele fazia de um dos desenho que ele recolheu.
- Você que fez? - Assenti que sim.
- São bons.
- Você está sangrando no braço…- Ele lidou bem com a informação.
- Meus ônibus…- murmurrei e corri.
- Ei seu desenho!!!- ele o ergueu como uma bandeira.
- Me atropela amanhã! - Disse e entrei no Bus. Bati a mão na testa: Era me entrega, não atropela. Melhor mesmo ele me atropelar amanha, aquele desenho é atividade ainda a ser entregue.

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