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terça-feira, 27 de julho de 2010

Confabulando

Caminhamos a passos largos e a força com que avançava a cada passo me assustava, me segurava pela mão e me puxava como a uma criança, pela rua.
Não me atrevia a levantar a vista, nem para saber se me observava de canto-de-olho. Ficamos assim ate que ele cortou o silencio para o meu alivio e começou o descarrego para o meu total desespero.
Estava alterado, bravo e enérgico, perdi as varias vez que pude falar, por não conseguir encontrar minha voz. Tudo estava tão sufocante, eu queria gritar!!!!queria que ele andasse de vagar, tudo estava indo e me levando, quando consegui recobrar minha voz só consegui dizer " Não grita, ninguém precisa saber que estamos brigando".
A voz dele se tornou mais moderada, mas continuava, defensiva e exaustiva.
Me sugeria diversas vezes que eu concordasse, que eu admitisse meu erro. Eu só queria que parasse tudo..."Amo você", eu pensei, "Eu te amo e não suporto brigas, por favor, pare"...
Eu não sei como tudo terminou...Depois que Você me abraçou, tudo parou e eu não quis ouvir nada. Mas quando nos separamos novamente, me senti sugada de volta ao inverno, um inverno silencioso e frio...Sussurro, meu cérebro sussurra "corra, corra com o vento e esqueça de tudo, você consegue tudo se acreditar de verdade".
Você me olha eu sorrio.

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