
Ciúmes
Meu corpo esquentou...Ai como incomoda o ciúme. Ciúme traiçoeiro, ciúme faceiro, oh! ciúme medíocre, que me ferve o sangue, me sufoca o peito e repele por minha boca palavras, cheias de ordem, cheias de comando e poder...poder falso, poder pequeno, de insegurança. Não digo que sofro nem digo que me importo, e aguento firme as duras punhaladas do gume do ciúme.
Ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, mas quem disse tenho ciúme? quem é você para me causar ciúme?
Se te mando embora, lhe reclamo logo novamente ao meu lado, se digo que se vá na tentativa de punir-te acabo por me punir. Meus olhos que acompanham seus gestos dos mais sutis aos mais singelos, finjo não notar e finjo mais ainda não me importar,no entanto por dentro eu queimo, eu choro, eu desabo e me desgasto. Onde está minha confiança? Onde está minhas garantias? Vai de mim oh fantasma da insegurança que me segura e me alcança, me consola como a uma amiga. Afasta de mim ceifador, que me persegue, que me agride com desconfiança, com essa sua foice, me arranca as estribeiras.
Nenhum comentário:
Postar um comentário