
#mataraula.
4:55 no relógio tic tac, 5:00 o tempo me oprime, 5:05, já não aguento mais...salto do sofá jogando as cobertas pelo ar, o telefone, eu disco rapidamente o numero, por um segundo a insegurança. " Não teria eu ligado muito rápido, sem me dar o trabalho para raciocinar esse plano corretamente".Mas agora era tarde, do outro lado da linha, uma voz propositalmente grossa me etende. "Aa-lo-oo".
Eu falei rápido,acho que em 4 á 5 frases. e disse tchau. Respirei aliviada,me agradou muito a reação dele quando perguntei se poderia ir a casa dele.
Conforme o plano que arquitetei em 10 min. Eu me arrumaria para ir á escola, diria " tchau, pai". e sairia, porem iria pra a casa do Aurelio, que já me esperava.
Tirei meu material da bolsa e os guardei no baú, não ia precisar deles e não os podia deixar a mostra como prova de meu crime. Coloquei na bolsa o casaco, que na noite anterior Aurélio me emprestará. E todo o processo de me arrumar para a escola, hoje foi mais detalhado. Usei mais aguá no banho e mais creme no corpo, mais perfume na pele e um pozinho no rosto, penteei as madeixas, que mesmo curtas quando Aurélio envolvesse seus dedos pelo meu cabelo não queria que encontrasse embaraçadas e impossíveis de deslizar suavemente. Escolhi um jeans que ele já me elogiará, uma blusa que combinava com os cardaços do meu ténis branco, um casaco que me valorizava a cintura e meu estimado cachecol listrado cinza e preto.
Depois de passar perfume pela terceira vez (para ter certeza que estava bem cheirosa) e me olhar umas 100 vezes no espelho. Sai.
Vou para a parte que mais me importa em lhes contar, que foi minha chagada a casa dos Urashimas.
Pois bem, quando me coloquei em frente ao portão, que ainda não consegui identificar a cor, tudo se encontrava escuro e quieta, cortinas fechadas e luzes apagadas, temi por alguns segundos que tivessem saído. O que seria horrível, e um descaso sem tamanho por parte de Aurélio, já que ligara para avisar de minha ida.
"Tobi" o cachorro, latia demasiadamente. Então depois de chamar pelo nome Aurélio, sentei e esperei, e foi ai que me passou pela cabeça. "O que fazer se eles, os Urashimas tiverem saído?!" Eu não posso voltar pra casa, estou na escola, pensa meu pai quando me despedi dele a 1 hora atrás. Me envolvi de tal forma em meus pensamento, que não ouvi quando Aurélio se aproximou segurando as chaves do portão. Ele estava serio quando perguntou: " Esta tudo bem?".
Foi então que percebi que havia sentado na calçada e abraçado meus joelhos. Ele deve ter pensado que eu estava triste e me auto consolando.
Eu ate estive triste, segundos atrás quando pensei que ele não estava em casa, mas sua aparição varreu-me tudo. - "Nada, estou otima...Achei que não tivesse ninguém em casa. Disse essa ultima frase com um modesto sorriso, para que parecesse um comentário tolo e não a minha verdadeira aflição.
Enquanto passava pelo portão, ele disse: " Estávamos todos lá em cima, por isso a sala esta apagada". Quando passei por ele em direcção da porta da frente, senti um perfume totalmente novo, e também como havia sido caprichado sua porção, Ele estava
extremamente cheiroso, quando me virei para olha-lo foi mais por instinto
do que qualquer coisa, ele parou onde estava e estendeu a mão para mim, eu a segurei pelas pontas dos dedos e ele me puxou carinhosamente eliminando a distancia entre nossos corpos, e certeiro como uma flecha me beijou...Enquanto me beijava eu sentia todo aquele perfume novo, oh meu Deus, eu não conseguia parar de inalar aquilo, o beijo dessa vez foi saboroso, algo refrescante e o perfume adocicado, quando ele interrompeu o beijo eu não sabia o que dizer e optei por não dizer nada e me concentrar em fazer minhas pernas sustentarem meu corpo, já que minha cabeça girava e eu estava me sentindo zonza.
Os dedos dele tocando levemente o centro das minhas costas me guiando para a porta da frente, a sala estava escura e o único sinal que havia mais alguém na casa era de um sussurrar do aparelho de TV na suite do casal do andar de cima.
As luzes foram acesa revelando a sala de estar...Aurelio me abraçou forte so me soltando quando a escada rangeu com o caminhar macio da Dona Peni, ela se debruçou no encosto do sofá e nos admirou por alguns segundos. Com um sorriso modesto, sempre me faz alguma pergunta, nada muito relevante, que sempre respondo o mais rápido possível, sem muitos rodeios. Terminou nosso curto dialogo dizendo que tinha alguma tarefa a terminar na cozinha, que eu me sentisse em casa e que tinha suco de maracujá, que me servisse a vontade.
Aurélio sentou-se no sofá como sempre fazia, ligou a TV e se colocou em uma posição estrategicamente já usada em outras vezes. Sentava-se recostado no braço do sofá com a perna esquerda esticada e a direita dobrada apoiando no chão, permanecia com a pernas abertas assim.
Quando Dona Peni se retirou da sala, Aurelio me chamou em seu habitual sussurro. "Senta aqui perto de mim". Eu me encaixo, acho que é a melhor forma dizer isso, me encaixo entre ele, meu braço direito passa por baixo do braço esquerdo dele, contornando o ombro dele, meu braço esquerdo deita-se sobre seu peitoril, minha cintura fica levemente virada para a frente em direcção da TV e meu busto fica recostado, como quando se dorme de barriga pra baixo, só que em cima de Aurélio. Ele afaga meu cabelo, me deixando muito contente quando diz: "Seu cabelo é tão macio". Eu escondo meu rosto em seu peito e abafo um sorriso de plena satisfação, e ai me pego por uma rajada desse perfume novo dele. "Gostei do seu perfume" digo, ainda com o nariz colado nele. "Gostei muito mesmo" completo seguindo o cheiro que vai se intensificando a medida que percorro pelo seu pescoço.
E nossos beijos parecem mais intensos, e nossas mãos mais emergentes, e nossa respiração se ausenta e volta rápida. Precisamos de mais fatos, que nos digam que nos desejamos...Mas minha carne fraca, não consegue contra minha lógica. Eu encerro nossas carícias, eu encerro nossos momento, baldes de agua fria, um atrás do outro. "Alguem tem que ser responsável por Aqui" Eu termino dizendo...eu termino.
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