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domingo, 6 de outubro de 2013
Malditas palavras mal ditas.
Ela respirou fundo, olhou para o céu e sussurrou; "eu não aguento mais". Caminhou para casa.
Dormir era o único estado que sua alma não chorava, não se lamuriava. Sozinha sempre estava.
Tocou seus lábios, seus dedos estavam frios. A casa silenciosa, onde um relógio parecia gritar ‘tic tac’. “O tempo esta passando!”
Sentir-se parada, quando todo o resto, tudo a sua volta parecia correr tanto.
So queria chegar em casa e se enfiar embaixo do chuveiro, deixando a água cair como se pudesse lavar a alma.
Percebeu que havia deixado o celular tocando sua playlist favorita, e era como se ouvisse uma vozita pendurado no ombro dizendo:
"But I needed one more touch
Another taste of heavenly rush
And I believe, I believe it so
And I needed one more touch
Another taste of divine rush
And I believe, I believe it so”
Um toque divino, foi tudo que mais desejou. Uma resposta, um sentido, uma razão, nenhum veio, e ela levou os fones ao ouvido e fechou o olhos e desejou que tudo ao seu redor parasse.
Se livrou da mochila, atirou os tênis ao leu prazer da gravidade, despiu-se da roupa, tirando a camisa por cima da cabeça, arrancando as calças, como se fácil assim pudesse despir a alma, sair de si.
"Diga que vamos ser feliz, um dia de cada vez. Diga que faremos o melhor um para o outro, um dia de cada vez. Diga que vamos nós apaixonar uma vez mais a cada dia. Só não diga; eu te amo e que será para sempre. Eu não vou sorrir e fingir que acredito. Apenas não vou." Eu só peço isso. Mas dona de um coração burro, ele não a ouviu.
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